Trajetória catequética de Liane Zwetsch Klamt

05/05/2018

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Era uma vez...

Uma menina, nascida aos trinta minutos do dia 15 de maio de 1956 na capital gaúcha – Porto Alegre -, mas a residência da família era Canoas. Seus mãe, Iracy e pai, Ernesto já tinham dois meninos, Roberto e Eduardo; agora veio a menina que foi recebida com muita euforia, não só pelos pais mas por avós e tias. Esta menina de cabelos castanho claro encaracolados sempre muito alegre e ativa, querendo aprender e realizar muitas coisas. Aos seis anos de idade já foi para o primeiro ano escolar, junto com seus irmãos mais velhos, no Colégio da Paz em Porto Alegre, para onde iam de ônibus escolar. Também vieram mais dois irmãos, Gilberto e Irene, portanto Liane é a filha “sanduíche”. Não era somente Liane que era agitada, seus pais também tinham necessidade de buscar novos horizontes. Mudaram-se para Caxias do Sul, no ano de 1966, depois Curitiba e Joinville. Em todas as cidades, a igreja era seu lugar de encontro, conhecer pessoas, servir ao Senhor!

Movimento – a Vida é eterno movimento!

Aos dezenove anos, Liane resolveu voltar para Curitiba fazer faculdade de história na UFPr, onde continuava sua atuação junto as paróquias de Curitiba, auxiliando no culto infantil. Mas, de repente, se deu conta de que queria algo diferente; seu sonho: trabalhar na igreja! Não sabia bem em que âmbito (pastoral, catequético, missionário)! Resolveu voltar para casa dos pais e, já no final de 1979 descobriu o Instituto Superior de Catequese e Estudos Teológicos em São Leopoldo, onde poderia fazer o curso de catequese e concluir sua faculdade de história na Unisinos. Em fevereiro de 1980 já estava instalada em São Leopoldo iniciando seu curso de catequese com muita alegria e disposição de aprender; fez muitas amizades, concluiu sua faculdade, aprendeu muita coisa na área teológica/ catequética até o momento de realizar o estágio. Como, nesse ínterim casou e teve um filho, precisava trabalhar e realizar o estágio ao mesmo tempo. Surgiu a oportunidade de realiza-lo junto a Secretaria de Educação de São Leopoldo com concordância da direção do curso de catequese. Realizou um trabalho consciente e catequeticamente viável pois lidava com pessoas e educação: crianças/ adultos e idosos. Em 1985, veio com sua família para Joinville onde surgiu oportunidade de trabalhar como professora de educação religiosa no Colégio Bom Jesus. Experiência interessante mas sem muito sucesso! Buscou, então, outras alternativas de trabalho sem deixar de atuar em sua comunidade como colaboradora voluntária no culto infantil, principalmente. Trabalhou no Senac como orientadora de curso, na Diocese Católica como secretária, na Escola de Auxiliar de Enfermagem do município de Joinville como professora em assuntos de aconselhamento e temas espirituais, na Câmara de Vereadores como secretária de um vereador, livraria da CEJ, loja de roupas, clínica de fonoaudiologia. Atualmente, tem atuado com frequência em reuniões da OASE levando mensagens através da contação de histórias – fez uma pós graduação nesta área -, assessorias em seminários da OASE, Culto Infantil e Grupo de Casais.

O que tudo isto tem a ver com Catequese? Ser ministra catequista?

Ela mesma responde: “Tem tudo a ver: enxergar na outra pessoa o Cristo; cumprir o envio “ide, fazei discípulos!”.

Em 1995, participou do seminário para ordenação; neste momento conseguiu um estágio de três meses na Comunidade de Chapecó, onde gostaria de ter permanecido como catequista mas já tinham dois filhos adolescentes e, seu esposo não conseguiu visualizar nenhuma oportunidade de trabalho naquele momento de crise econômica pela qual passava nosso país. Restou voltar para Joinville e tentar encontrar um trabalho para, efetivamente, atuar como catequista. Com a graça de Deus surgiu uma possibilidade de trabalho na Paróquia Cristo Redentor, onde abriram uma vaga para um projeto com enfoque na criança e no adolescente. Foram dois anos e meio de muito aprendizado, troca de experiências em todos os âmbitos da paróquia.

Após, foram muitos trabalhos voluntários nas paróquias da CEJUP, iniciou a conscientização de trabalho com pessoas portadoras de deficiência e estudo do Estatuto da Criança e do Adolescente junto aos grupos da OASE; até hoje encontra mulheres que se sentiram instigadas por ela a assumirem cargos e se tornaram lideranças em suas comunidades. Celebrou muitos cultos nas folgas de ministros e ministras, inclusive batismos/ bodas.

Isso é movimentar-se! Isso é Vida! Isso é Catequese! Aprender mais do que ensinar; admoestar-se, motivar-se; desinstalar-se!

Como podem ver, Liane Zwetsch Klamt, eu mesma, não realizei um trabalho catequético formal, nos moldes normais das paróquias ou escolas da IECLB, mas tenho plena convicção de que, em cada atividade, coloquei uma pitada do que a palavra de Deus ordena, constrange em amor e verdade.

Minha vida não foi um mar de rosas, passei por momentos difíceis, como a descoberta de uma doença no osso da face que me custou a perda da visão do olho esquerdo em 1989; e, em 2015, a descoberta de um câncer na mama direita; cada preocupação enfrentada ao lado de meu esposo e companheiro; ao lado de meus dois filhos, minhas duas noras e minhas netinhas. Deus os colocou ao meu lado para me fortalecer e me dar coragem para enfrentar tudo com muita fé e confiança.

Para finalizar, eu gostaria de dizer que me sinto realizada e, nunca vou deixar de ser catequista!

No evangelho de Mateus 5. 6, lemos: “Felizes as pessoas que tem fome e sede de fazer a vontade de Deus, pois ele as deixará completamente satisfeitas”. Assim me sinto: Satisfeita! Amém!

Esse texto serviu de mensagem no culto de envio para aposentadoria – de desinstalação – no dia 5 de maio de 2018, às 19 horas na Paróquia Cristo Redentor em Joinville, SC, onde se fizeram presentes familiares, amigas, amigos, senhoras da OASE, crianças do culto infantil, bem como ministras e ministros, com a presença do Pastor Sinodal, Inácio Lemke.
 

COMUNICAÇÃO
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Quando Deus não está no barco, não se navega bem.
Martim Lutero
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