Curso Básico em Mentoria Ministerial encerra a formação do primeiro grupo de mentores e mentoras ministeriais no Programa de Acompanhamento a Ministro

10/11/2017

Curso Básico em Mentoria Ministerial - Novembro 2017
Curso Básico em Mentoria Ministerial - Novembro 2017
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Curso Básico em Mentoria Ministerial encerra a formação do primeiro grupo de mentores e mentoras ministeriais no Programa de Acompanhamento a Ministros e Ministras

Entre os dias 06 a 10 de novembro aconteceu a 3º etapa do Curso Básico em Mentoria Ministerial - Programa de Acompanhamento a Ministros e Ministras, na Vila Fátima em Florianópolis. Novamente o tema foi conduzido pelo P. Dr. Víctor Waldir Linn, que desde 2010 atua no sul da Alemanha, onde se especializou na tarefa de acompanhar pastores e pastoras da Igreja Evangélica Luterana da Baviera, num trabalho conhecido como “supervisão e coaching”. Ao lado deste trabalho, ele atua como pastor em Ingolstadt e, até 2021, prestará assessoria para a IECLB por dois meses ao ano, o que será feito basicamente em seminários para ministros e ministras, dentro do Programa de Acompanhamento.

As meditações diárias foram assumidas pelo P. em. Irineu Valmor Wolf, P. Enos Heidemann, Pa. Vera Maria Immich, P. Valdeci Foester, P. Cristian Rosmund Donat, P. Osmar Diesel, P. Eldo Krüger, P. Sin. Jacson Eberhardt, Pa. Leonira Pagung, P. Carlos Alberto Radinz e P. Marcos Bechert, que dirigiu o culto de encerramento do Curso. A partir de Marcos 3.1-6, o P. Wolf lembrou que a partir de atitude de Jesus que cura o homem da mão ressequida mesmo num sábado. Com isto sinaliza que no sábado é permitido fazer o bem e tempo oportuno para salvar alguém. Para algumas pessoas pode estar faltando esta aproximação de humanidade e solidariedade. É preciso então, acolher e encarar com respeito às possíveis atrofias e apostar em na incumbência e capacidade de incluir as pessoas em nossas comunidades num processo que busca a cura individual e coletiva.

O P. Sin. do Sínodo Centro-Sul Catarinense, Jacson Homero Eberhardt, falou sobre o exercício de mentoria a partir da prática de Jesus em relação aos seus discípulos e a partir da relação do apóstolo Paulo com as pessoas responsáveis pelas comunidades por ele fundadas. Percebe que na IECLB os/as ministros/as precisam ser pastoreados, guiados, mentoriados. É necessário investir em cuidado, em mentoria com os nossos irmãos/ãs que objetive a edificação mútua, o crescimento rumo à maturidade, à semelhança de Jesus. P. Jacson encerrou sua mensagem com a palavra bíblica de Jo 15.5: “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma”.

O culto de encerramento teve um indicativo de envio do grupo para os diferentes Sínodos. Em sua prédica, baseada em Mt 16.13-20, o P. Marcos Bechert enfatizou que a tarefa de acompanhar colegas não é simples, mas “é nos limites que crescemos. Certamente novos desafios levarão a um crescimento pessoal, mas também do/a colega acompanhado e de toda a Igreja”.

Nesta etapa do curso o P. Dr. Victor trabalhou com três ênfases: “Transferência, manejo de conflitos e necessidade e habilidades com feedbacks; Crescimento pessoal e Exercícios de reflexões conjuntas”. Sob esta temática o encontro proporcionou a troca de experiências a partir das vivências de cada um na prática de um exercício de mentoria ministerial realizado.

P. Victor enfatizou, entre muitos outros temas, que a transferência refere-se a um processo no qual a relação com pessoas ou situações de um contexto atual é ofuscada pelas experiências de relacionamentos de outro lugar e outro tempo. O aqui e agora é interpretado a partir de uma referência de outro contexto e indica uma dificuldade de lidar adequadamente na situação atual, pois confunde situações distintas.

Disse também “dar e receber feedbacks é uma tarefa fundamental no contexto profissional. Comunicar aos profissionais como seu trabalho é percebido pela liderança, o que é considerado bom, o que não é bem entendido e o que poderia ser diferente, bem como ouvir dos profissionais como percebem seu trabalho, suas dificuldades e expectativas, fortalece os vínculos e favorece o encaminhamento de mudanças em tempo hábil. Assim, evitam-se surpresas desagradáveis pelo acumulo de incômodo e desconforto nunca expresso antes”.

Outro ponto mencionado pelo P. Victor foi relativo à resolução de conflitos. Disse que a ação adequada em situações de conflito depende das experiências, da mentalidade e postura da pessoa frente à vida. Quem age de forma pro-ativa está mais protegido frente a surpresas. Para isso contribuem algumas características e qualidades: - previsibilidade: você pode prever situações, possíveis reações e exercer uma influência prévia; - iniciativa própria: você toma decisões sobre o que quer fazer sem esperar que alguém outro o faça; - disposição para riscos: você é determinado/a, corajoso/a e disposto/a a correr alguns riscos.

Foi reservado um tempo para que o grupo dialogasse sobre a estruturação da mentoria na IECLB. Para isto o Secretário do Ministério com Ordenação apresentou um parecer com fundamentos teóricos e com indicações práticas. O assunto também já havia sido tematizado na reunião da Presidência com Pastores e Pastoras Sinodais em setembro último, visto que sua prática está vinculada diretamente à estrutura sinodal, pois cabe a este o acompanhamento a ministros e ministras. Houve uma indicação que a mentoria deveria ter como público alvo, em sua fase de implementação, sobretudo a ministros/as recém-formados e aqueles/as que mudam de CAM. Está previsto que em 2018 dois novos cursos iniciem, sendo que para cada um deles os Sínodos poderão indicar pelo menos uma pessoa.

A avaliação abordou de forma especial o conteúdo, a convivência entre o grupo, a docência e a equipe de apoio. De forma resumida o destaque foi sentimento de gratidão à Igreja e ao assessor que ofereceu esta possibilidade de formação que ofereceu aprofundamento teórico e instrumentos para a tarefa, aplicáveis também na prática comunitária. Um dos participantes testemunhou: “Já apliquei alguns recursos em grupos da comunidade e poderei continuar a usar muito do que aprendi na prática pastoral. Preciso inclusive repensar algumas práticas comunitárias. O curso me deu instrumentos para desenvolver diálogos com colegas, o que é muito importante, visto que muitas pessoas caminham sozinhas em seu ministério”.

14 ministros e ministras, representando seus sínodos, participaram das mais de 100 horas de formação que o Curso ofereceu: Pa. Leonira Pagung, Nordeste Gaúcho; P. Elpidio Carlos Hellwig, Norte Catarinense; Pa. Vera Maria Immich, Paranapanema; P. Carlos Roberto Frühauf, Planalto Rio-Grandense; P. Enos Heidemann, Rio dos Sinos; P. Afonso Adolfo Weimer, Rio Paraná; P. Carlos Alberto Radinz, Brasil Central; P. Eldo Krüger, Sudeste; Pa. Iára Müller, Sul-Rio-Grandense; P. Cristian Rosmund Donat, Uruguai; P. em. Irineu Valmor Wolf, Vale do Itajaí, P. Luis Henrique Sievers, Vale do Taquari; P. Osmar Diesel, Mato Grosso e P. Valdeci Foester, Espírito Santo a Belém.
 

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Martim Lutero
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